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Mostrando postagens de maio, 2019

Para Fábio

Porto, 27 de maio de 2019. Caro Pe. Fábio, como vai você, querido? Espero que esta carta o encontre com saúde, equilibrado e em Paz e Bem. Pensei se eu devia lhe chamar de pai. Também tive ímpeto de lhe chamar de irmão. Na verdade, por mais que eu tenha estado contigo poucas vezes, ouso pedir licença para chamar-lhe querido. Assim como quis chamar-lo de pai e de irmão, quis colocar a vírgula entre "chamar-lhe" e "querido". Porque quando a gente precisa, é bom saber que pode chamar alguém. Como pai, padre, você ilumina os passos já dados por muita gente. Bem como ilumina os que ainda pretendemos dar. Suas pregações são mais do que atos dos apóstolos. São chamadas filosóficas que se baseiam na bíblia, nos filósofos que você já estudou, em sua experiência de vida, em oração, coração, fé. É um dos importantes papéis paternos. Quando, em 2004, gravei em seu CD, Tom de Minas, a convite do Toninho Marra, o Anthonio, não tive verdadeiramente a oportunidade d...

Para Vanderlei

Porto, 16 de maio de 2019. Caro amigo das letras e dos silêncios, como anda? Espero que esta carta o encontre bem, inteiro e com saúde. Aqui, do outro lado do mar, terra firme. Aportei em oito do oito de dois mil e dezoito, não por acaso. Foi necessário partir. Finalmente, ouço sua pró vocação e escrevo. Os silêncios são tantos que não sei por onde começar. Desde o mestrado, na minha passagem por Florianópolis que parei de escrever. Deixei de alimentar a poesia para não sofrer ou sonhar. Os sonhos e os sofrimentos movem os homens e há momentos em que precisamos simplesmente parar. Wu-wei. Quantas saudades tenho. Não cabem entre letras. Entrelaços. Nós de marinheiro, muitos nós. Milhares de milhas. As distâncias produzem silêncios. Dentro ou fora de casa, dentro ou fora da gente. Há muito não me olho no espelho. Desde pequeno, minha mãe dizia que quem olha muito no espelho enxerga o capeta. Há um capeta no espelho de cada um. Por isso, olho para fora. Para enxergar as belezas ...